sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Protocolos invisíveis






(Texto escrito ao som de Guilty Party – The Nacional)

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Por muitas vezes me perguntei “o que é o amor? Ele existe?

E então eu vejo as pessoas sonhando pelo momento em que vão conceber o amor. “Oh eu acabo de perceber que eu amo alguém”. Há sempre essa comoção, uma espécie de reverência àquilo que o amor simboliza para muitos: inalcançável. 

Então eu me dei conta de que o amor é tudo. Você não precisa cumprir um protocolo para poder dizer oficialmente “eu amo você”. Você ama, simplesmente ama.

Apesar disso, há flutuando no espaço uma série de parâmetros nos quais as pessoas se baseiam para oficializar esse sentimento nobre que, por si só, não segue regras terrenas para existir. 

O amor, a meu ver, se personifica em tudo o que você estiver disposto a fazer pelas pessoas que importam. O amor é livre. Não está condicionado ao cumprimento de rituais sociais, ele não acontece como um evento paranormal. Ele está desde o princípio como uma força invisível que guia o mundo em meio a escuridão. 

O amor é uma escolha, é uma decisão. Amor é todo pensamento bom pelo próximo, amor é todo sentimento sincero, é um querer bem, é cuidado é comprometimento.

O amor, em todas as suas formas, é sempre problematizado e tratado como algo tão inalcançável. Mas o amor é simples. E é livre para quem quiser dar e receber.

Um dia minha avó me disse algo que ficou marcado na minha vida. Eu questionei “por que essa coisa de amar e ser amado é tão complicada?”, ela respondeu “filha, muitas pessoas não estão preparadas para receber o amor que temos para dar porque não entendem que o amor não é um peso”. 

Desse dia em diante eu entendi. Eu não tenho medo do amor. Eu vou amar, e quando amar, vou amar de verdade e com honestidade. Eu vou amar.